sexta-feira, 18 de abril de 2008

Vagabundo

Eu sinto que quero sentir,

Um pouco de amor, um pouco de ódio,

Um querer vagabundo que tudo devora


E a cada instante vou-te mentir,

A cada dia uma diferente historia,

E cada vontade numa diferente hora


Começa a voz a sair-me da boca,

E quando começo a gritar,

A pedir por um pouco de sangue,

Ou apenas por um pouco de ar


Paro,

Escuto,

Vejo as caras de luto…


Pensas mesmo que é só bondade?

Achas que vivemos só pelo respeito?

Venha a mim a dor, porque é com ela que me sinto satisfeito!

Vamos Odiar,

Cair, Raspar,

Despir, Mudar…


Venha a Felicidade, venha!
Onde está ela? Não a vejo!

E se vier? Qual será o seu traje?

Eu digo-te que o que vejo,

É mais que a ilusão, mais que o ultraje

É a prisão do querer,


Não te deixes prender!


Eu quero sentir tudo,

Quero correr o mundo,
Cair nos poços, saltar os muros,

Quero ser um vagabundo…

Francisco Noras

17/04/2008

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