Eu sinto que quero sentir,
Um pouco de amor, um pouco de ódio,
Um querer vagabundo que tudo devora
E a cada instante vou-te mentir,
A cada dia uma diferente historia,
E cada vontade numa diferente hora
Começa a voz a sair-me da boca,
E quando começo a gritar,
A pedir por um pouco de sangue,
Ou apenas por um pouco de ar
Paro,
Escuto,
Vejo as caras de luto…
Pensas mesmo que é só bondade?
Achas que vivemos só pelo respeito?
Venha a mim a dor, porque é com ela que me sinto satisfeito!
Vamos Odiar,
Cair, Raspar,
Despir, Mudar…
Venha a Felicidade, venha!
Onde está ela? Não a vejo!
E se vier? Qual será o seu traje?
Eu digo-te que o que vejo,
É mais que a ilusão, mais que o ultraje
É a prisão do querer,
Não te deixes prender!
Eu quero sentir tudo,
Quero correr o mundo,
Cair nos poços, saltar os muros,
Quero ser um vagabundo…
Francisco Noras
17/04/2008
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