Quero explodir, quero expandir, quero ser tudo
Grito porque não o sou,
Sou cego, sou mudo
Grito, grito, porque grito?
Quero ser átomo, mas nem sou pó
Nem poeira, nem areia
Nem pedaço de algo,
Apenas triste, desumano, só
Grito, grito, porque grito?
Grito por ser a podridão de mim próprio
Nem estrutura sou! apenas lodo imundo
Sou barco inundando, sem remos
Sem origem, sem fim
Grito, grito, porque grito?
Grito porque sou nada, porque sou tudo
Grito porque a vida enche os meus pulmões,
Porque o corpo rebenta a cada instante
Grito por que sou um vácuo constante
E enquanto a minha existência durar,
Nunca hei de parar de Gritar!
Francisco Noras
Março/2008
Sem comentários:
Enviar um comentário