quinta-feira, 29 de maio de 2008

alguma ansiedade

Realidade absurda em que vivo. Tudo à volta parece ser o que não é. Salto como se estivesse parado. Fixo-me num movimento inquietante. Não sei se chova ou se ilumine. E por mais que tente diferenciar cada palavra, cada agir, tudo parece ser uma enorme lixeira. Cada suavidade que sai da minha acção é, no mundo de fora, um pedaço de lixo podre, seco, que peca por conteúdo. Gostava de criar mais simplicidade pura. Talvez seja preciso ser um pouco mais genuíno, um pouco mais apaixonado. Esforço-me por ser eu próprio, contudo esse esforço poderá não ser natural. Vivo nesta incógnita. Quero saber quem sou realmente. Quero saber se sou quem penso que sou, ou se o que penso que sou é apenas uma imagem elitista, idealista e de um enorme teor racional de uma ideologia fugaz que tenho pelo mundo. Quero saber se sou verdadeiro! Quero saber se o que sinto é genuíno! Se odeio por ódio, se amo por amor. Quero me Conhecer!

Francisco Noras

29/05/08

1 comentário:

Anónimo disse...

Com o tempo vamo-nos conhecendo a nós próprios, à medida que vamos observando as nossas reacções às mais diversas situações.
O importante é sermos quem somos naturalmente, sem nos preocuparmos em agradar ninguém. Se conseguirmos realizar esse exercício, será mais fácil conhecermo-nos.

Abraço